Parto Humanizado

Parto Humanizado

Humanizar é dar liberdade. É deixar viver a experiência do parto naturalmente, sem recorrer a métodos invasivos desnecessários e promover a ligação entre o bebé e os pais imediatamente após o nascimento.

Cada vez mais as mulheres optam por um parto natural, adotando técnicas não farmacológicas para o alívio da dor, durante o trabalho de parto.

Principalmente nos países do Norte da Europa, o parto humanizado está mais patente, sendo que em Portugal, este é um assunto, que vai sendo abordado com alguma timidez, pois a maioria dos hospitais públicos não está preparado para receber um parto natural.

O parto humanizado pode ser classificado como um meio natural de parir, sem recurso a medicamentos ou a intervenções dispensáveis por parte dos profissionais de saúde, sendo que estes apenas devem acompanhar, apoiar e ajudar a mulher sempre que seja necessário.

No entanto, é importante que a mulher tenha toda a informação disponível, e reflita sobre ela, para que possa fazer uma decisão consciente, informada e sem riscos.

O parto natural pode e deve ser incentivado a nível hospitalar, sendo que a mulher tem o direito de escolher uma pessoa para a acompanhar durante o trabalho de parto, e as suas dúvidas, anseios ou opiniões devem ser sempre ouvidas e respeitadas.

Respeitando a fisiologia do corpo da mulher, esta deve estar inserida num ambiente calmo e tranquilizador, acompanhada, e tendo à sua disposição material que ajude no alívio da dor tais como:
  • A Bola de Pilates, que favorece a mobilidade.
  • A imersão na água da piscina, ajuda no relaxamento, funciona como analgesia e acelera o parto.
  • O Banco de Parto ajuda na posição da mulher e na progressão do feto no canal de parto.
  • Caminhar, resulta numa duração de trabalho de parto mais curta. O deambular não dever ser impedido se a mulher assim o desejar.
A humanização do parto tem alguns princípios, tais como:
  • Acreditar e respeitar a natureza da gravidez e do trabalho de parto.
  • Reconhecer, respeitar e aceitar o tempo, espaço e individualidade de cada pessoa ou casal, as suas particularidades físicas e emocionais, assim como o ambiente envolvente.
  • Garantir a escolha e decisão da mulher, informar devidamente sobre todo o processo do parto e pós parto.
  • Fazer com que os pais e o bebé sejam os protagonistas do parto.
  • Promover o contacto pele a pele mal o bebé nasce, assim como a amamentação na primeira meia hora de vida.

Enfermeira Maria Guimarães de Melo

Colaboradora Mãe-Me-Quer

Fonte do artigo: Mãe-Me-Quer

Alexandre Rudalov

Acredito que o principal papel de um pai é participar efetivamente na educação e se educar junto aos filhos, solidificando a relação de afeto e amizade entre ambos.

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