Tempo

Você consegue ser um Pai por trinta minutos?

Como anda seu dia? Sua noite? Suas horas livres? Pare pra pensar um instante no que você realmente faz do seu tempo, ainda mais quando se tem… filhos.

Quase nunca temos tempo pra eles, certo? Errado. Nosso tempo é deles, é por eles que acordamos cedo para ir ao trabalho, é por eles que voltamos pra casa, que pensamos naquele passeio de fim de semana, nas férias,  nas melhores escolas, na poupança da faculdade, nos presentes de aniversário, de natal, enfim, tudo, é feito pra eles. Só que não é disso exatamente que acho, sinceramente que eles precisam. Basta analisar, em algum momento desse nosso dia cheio de afazeres, de compromissos, de obrigações, o quanto deixamos de lado cada momento importante que podemos marcar na vida desses pequenos seres que nos foi dada a responsabilidade de criar, educar e ajudar a se desenvolver como ser humano.

Meia hora. Eu disse apenas meia hora, desse nosso dia cheio de coisas “importantes”, dedicada para sentar ao lado de nossos filhos, brincar, beijar, dizer o quanto eles são importantes e como os amamos. Mas não pense que sentar ao lado de um filho, lendo aquele jornal que você não teve tempo de ler antes do café da manhã, ou assistindo o tele jornal enquanto ele brinca sozinho do seu lado no tapete da sala, ou vendo esse jogo de futebol com os olhos “esbugalhados” sem ao menos saber o que se passa ao redor. Eu disse, trinta minutos de dedicação EXCLUSIVA, ali, olhos nos olhos, fazendo o que der vontade, com aquela proximidade de quem está ali pela última vez, pois, inevitavelmente, um dia, teremos esse “último momento” e pode ser tarde demais para pensar em tantos outros que deixamos passar em branco por ter algo “mais importante” a fazer.

Faça um teste hoje mesmo, pegue seu filho, ou filha no colo, abrace-o e diga que você está ali, com ele, e somente isso.
Você pode ouvir a frase: “quero assistir televisão”, ou “quero jogar no seu celular” é nessa hora que você tem o poder da escolha de Pai, o Pai que quer estar junto do filho e não de um telespectador mirim vidrado na TV.

Sugira algo diferente, motive a criança a sair dali e fazer outra coisa, jogar bola, montar um quebra-cabeça, brincar de massinha, pintar uma folha em branco, ler um livro, ver o céu lá fora, contar estrelas, algo que realmente deixe vocês dois juntos, e, se você não é naturalmente carinhoso, deve pensar em maneiras de expressar seu afeto.

Em alguns anos, quando esses momentos não forem mais relevantes na idade em que seu filho terá, você vai entender, que aquelas horas de trabalho a menos na sua semana, ou o jogo de futebol que você não viu, não fizeram falta alguma e esse tempo dedicado ao seu filho proporcionou momentos que fortaleceram uma relação de afeto entre vocês, e convenhamos: trata-se de um importante aprendizado para a idade adulta, quando as adversidades e os desafios tornam-se mais complexos. Mas não é preciso esperar tanto para provar dos efeitos do seu afeto. As crianças que se sentem amadas desde o berço também saem na frente no que diz respeito ao desenvolvimento motor e intelectual.  Crianças adoçadas com carinho desenvolvem melhor suas habilidades.

Ame mais, doe-se mais e seja feliz, você é PAI!

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Alexandre Rudalov

Acredito que o principal papel de um pai é participar efetivamente na educação e se educar junto aos filhos, solidificando a relação de afeto e amizade entre ambos.

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